Sábado. Fim de semana. Inverno. Muito sol, sim estava sol neste dia. Resolvi sair para passear. O dia começou com uma passada rápida na lojinha de chineses para comprar pilha original – pelo menos a mocinha disse que era – para minha câmera. Quando cheguei na lojinha, encontrei Cucuia, um amigo de mineiro lá de “Berlândia”. Cucuia ficou me vendendo as coisas como se ele trabalhasse para os chineses. Não é que o danado conseguiu me convencer a comprar um relógio? A mocinha da loja agradeceu, meu cartão não :). Me despedi e saí para almoçar. Adivinha? Cucuia me seguiu. Sim, ele ficou igual a um carrapato. É impressionante como as pessoas daqui gostam da minha companhia, eu sou tão chato. Acho que deve ser a falta de opção :)
Cucuia mora em São Paulo há uns 3 anos e só faz trabalhar. Perguntei o que ele conhecia e na lista dele não tinha o Centro da cidade. Como assim? Vamos conhecer agora, eu disse. Seguimos para o Centro da cidade. Conforme íamos andando, mais alto ficava um som familiar, “hum… isso é lá de nóis”, pensei. Fui seguindo o som para ver do que se tratava. Até que vi dois moços cantando. Perguntei o nome: Caju e Castanha… ri muito, pois, este era o nome de 2 sistemas da empresa onde eu trabalhava. Agooora sim caiu a ficha :)
O show rendeu boas risadas. Seguimos para a próxima atração: “Dominguinhos”… ué? Não era sábado? :) Dentre várias músicas, Dominguinhos tocou a famosa “Asa Branca”, afinal, era Homenagem ao “Rei do Baião”, Luís Gonzaga. O curioso foi ver muita gente “lá de nóis” cantando junto, era como se tivesse “voltado para o sertão”. Um caboclo mais “afoito” gritou antes de começar o show: “Pegue a danada, toque ela… ”, ele falava da sanfona, ufa! :) E assim Dominguinhos fez a festa de muita gente que estava no Vale do Anhangabau, ou, como diria uma amiga : Ambabaú – “niaum sei dizer esse nome niaum” :)
Depois, subiu no palco um senhor educado, tímido, porém, com características conhecidas, sendo que eu não lembrava de onde era. Tempos depois eu lembrei, era o Sr. Burns dos Simpsons. Comecei a gritar para tentar falar com ele. “Burns, Burns”, e nada! De repente algumas pessoas começaram a vaiar porque ele não sabia cantar a música. Antes que eu continuasse, uma moça me disse que o nome dele não era Burns, mas sim, Serra e mais, o cara é o governador do Estado. Fiquei quietinho desde então.
Depois começou a querer chover. Impressionante como as minhas histórias sempre terminam com chuva, mas… fazer o quê? A cidade chora quase sempre que eu saio. Deve ser emoção. Voltei pra casa.
Ah! Cucuia, que não largava do meu pé, se perdeu no meio da multidão e ficou me procurando até altas horas na chuva. Desculpa, Cucuia, é que comigo é assim, choveu, correu :)
tags: caju e castanha, dominguinhos, luis gonzaga, serra, video
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Hoje eu saí para fazer as compras e achei um pouco estranho a quantidade de gente na rua. São Paulo tem muita gente, eu sei, mas o que danado esse pessoal todo ia fazer? Enfim, continuei andando na contramão. Entrei no supermercado, fiz as compras do dia e, enquanto estou voltando, começo a perceber que o ambiente está ficando diferente… bolinhas coloridas, menina com menia… menino com menino… eita! O que aconteceu? Povo doido (foi o que veio a minha cabeça na hora)! Mas… como eu já tinha visto de tudo por aqui, resolvi fingir que sabia o que era… fiz cara de entendido e entrei em casa para não passar vergonha.
Assisti o restinho da formula 1, tomei banho (claro, hoje é domingo, dia de banho!) e quando eu menos esperava, começa a vir uma zoada (muito barulho) lá de fora… uma multidão! Parecia carnaval. Saí para ver o que era.
Olhei para o termômetro e ele já me dava uma dica: 24°C… estranho, não?

De repente começam a descer vários trios elétrico, um atrás do outro. Tocavam música eletrônica. Legal, pensei. Vou sair e aproveitar o carnaval diferente… diferente? MUITO DIFERENTE, mas… aqui é a cidade onde tudo pode acontecer, portanto, fiquei na minha e me concentrei na minha vida!
Comecei a fotografar. (legal para postar no blog, ninguém vai acreditar)
Mais a frente, vi um monte de bolinha colorida. Que legal! Vou guardar umas pra minha sobrinha”, pensei.

Andei mais um pouco e pedi: “moço, onde estão distribuindo essas bolinhas”, o moço (que tinha voz de moça) respondeu “você quer quantas bolas?”… notei um olhar esquisito e… desisti da idéia das bolinhas. Olhei para o trio elétrico com mais calma e vi um monte de dançarino diferente… uns caras fortões vestido de menina, pensei: Agoooora sim! Entendi! É um bloco de carnaval fora de época! Como não tinha pensado nisso antes?
Tinha um monte de gente fantasiada…

Continuei minha caminhada e logo mais a frente vi a Ana Maria Braga… saí correndo para dar um flagrante, click!

Não era a Ana Maria… olhando de perto, estava mais para Clodovil do que para Ana Maria… mas de longe parecia, juro! Segui em frente.
Começei a notar vários cartazes e um deles dizia “Homofobia mata”, pensei… “fobia” é medo! “Homo” é homem… medo de Homem mata?

Fiquei sem entender. Até que lí o endereço do site “Parada SP”… xi… agora caiu a ficha! Esse negócio é a Parada Gay. E agora?
Olhei em volta e tinha mais “menina com menia” e “menino com menino” que antes. Eram muitos… MUITOS MESMO! Fingi que estava trabalhando. Andei com a câmera no pescoço e saí registrando tudo que via enquanto bolava um plano de fuga.
Vi aquele carinha da TV, qual o nome dele mesmo? O jurado do Silvio Santos… o Leão Lobo, eu acho:

Depois disso, concentrei todas as minhas energias para voltar para casa antes que alguém resolvesse se engraçar para o meu lado, até porque andar pela Parada Gay por engano é uma coisa, andar sabendo é oooooutra. Nessa altura do campeonato eu já estava morrendo de raiva porque meu helicóptero está quebrado e não tinha como fugir, tampouco estava disposto a “pagar para ver”. Corri pra casa!
Agora, com mais calma, juntei os pedacinhos do que vi e deixo para vocês um resumo no vídeo logo abaixo:
ATUALIZADO EM 27/05/08:Este vídeo é destaque no site do jornal A Tarde.
tags: av. paulista, consolação, Parada Gay
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Podem me chamar de matuto, “deslumbrado” ou qualquer coisa assim, mas eu nunca tinha visto o tal do “globo da morte” de perto. Pensava que era mentira ou alguma lenda da TV. Pois bem, existe mesmo! :)
O vídeo abaixo foi gravado durante a virada cultural, que aconteceu há praticamente um mês atrás. Como vocês devem ter percebido, eu tinha (na verdade tenho) muita coisa aguardando para postar, mas estou com dificuldade em organizar meu tempo. Vou liberando a “demanda” aos poucos.
Falando em “liberar”… Neste final de semana tem a tal parada Gay aqui em São Paulo e, coincidentemente, muita gente conhecida vindo passar o final de semana por aqui… coincidência? Enfim, melhor deixar quieto este assunto :D
Voltando ao globo da morte, os motoqueiros são malucos mesmo!

No “mesmo lugar” que os motoqueiros se aventuravam, ficava o palco “Rock”, onde várias bandas se apresentaram.

Um dos shows que eu mais esperei para assistir foi o do Ultraje a Rigor. Não por ser fã da banda, até porque a mesma não fez parte da minha geração e a única música que eu sabia na ponta da língua era aquela que diz que “a gente somos inúteis” porque estudei na escola :)
O motivo da espera por este show? Pura falta de personalidade :) Sempre ouvi meus amigos mais velhos comentando sobre os shows na décade de 80 que eu não tinha ido (por motívos claros – eu ainda usava fralda), portanto, tinha que ficar imaginando.
Agora eu posso dizer que fui a um show do Ultraje a Rigor e, digo mais: Nunca tinha parado para pensar que gritar “palavrão contextual” era desestressante! :)
O vídeo abaixo é um resumo do que lembrei de gravar. Aos amigos mais “certinhos” e aos meus pais, recomendo que não assistam :)
tags: globo da morte, praça da república, virada cultural
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O que você faria se estivesse passando em frente a um lugar extremamente religioso, e visse um monte de gente escutando a mesma “rádio” e dançando juntas em “silêncio”? E se você pudesse participar dessa brincadeira? Isso aconteceu de verdade e foi, na minha opinião, a maior novidade da Virada Cultural. O nome dessa festa de nerd é Silent Disco.
O Silent Disco é uma idéia simples e bastante útil para quem não deseja incomodar os outros. A festa acontece da seguinte maneira: ao entrar na “pista de dança” você recebe um fone de ouvido sem fio. Uma vez com o fone, a magia acontece e você entra para o mundo do DJ, este faz suas mixagens através de uma mesa de som que transmite as músicas para os fones e, assim, todos escutam a “mesma rádio” e podem interagir.
Para quem olha “de fora”, parece um bando de maluco dançando no meio da rua… pelo menos foi isso que eu pensei. Mas depois que coloquei o fone…. bem… veja com os próprios olhos o que aconteceu (vídeo abaixo) :)
tags: silent disco, virada cultural
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O que você faria se estivesse atravessando a rua e do outro lado, no meio do caminho, tivesse uma vaca? Sim, uma vaca!

Eu acho que é a Cow Parade, mas não ouvi ninguem falar disso por aqui. A Cow Parade é um tipo de exposição pública onde os artistas “desenham” uma vaca mais doida que a outra para ficar assim (como na foto): Parada, no meio do caminho. Essa coisa de maluco (que eu acho legal pra caramba) acontece em várias cidades do mundo.
Para pesquisar na internet sobre esta exposição, clique aqui.
tags: av. paulista, consolação, cow parade
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